São linhas horizontais constituídas de trilho, cabo de aço ou corda, com resistência, em qualquer ponto, a uma carga de, no mínimo, 1500 kg, destinadas a dar mobilidade com segurança aos trabalhadores que efetuam movimentação horizontal com risco de queda. 

A – LINHA DE VIDA FIXA

Geralmente,é constituída dos seguintes materiais:  

 

 

 

1) TRILHO INOX GULIN: indicado para fachadas e atmosferas agressivas, perfil de 40 x 40mm, AISI-304, peso de 2,5 kg/m, espessura de 2,5mm, laminado, garantindo-se precisão das medidas, necessária para perfeito acoplamento das partes e boa mobilidade do trole TR-4. 

 

 

 

                

 

 

APLICAÇÕES:

- Trabalho em fachadas com cadeira suspensa:  

 

 

 

Considerando a constante necessidade de trabalho em certas fachadas, principalmente para limpeza de vidros, pode ser muito prático e econômico a instalação definitiva de linha horizontal de segurança constituída do Trilho Inox Gulin. Esta forma de instalação não prejudica a estética da fachada visto que, o trilho permanente de aço inox é confundido com o rufo de acabamento do beiral.  

Outra vantagem para ser considerada é a drástica redução no tempo gasto para limpeza, fator fundamental para áreas com grande circulação de pessoas (ex.: galerias de shopping).  

 

 

 

- Trabalho em beirais de fachadas:  

 

Beirais de fachadas e locais industriais com atmosfera agressiva, devem ser equipados com linha horizontal de segurança para perfeita movimentação do trabalhador, sem risco de queda.  

 

Geralmente, nestes locais são utilizados o Trilho Inox Gulin pelo fato de utilizar o trole TR-4 de menor peso no mercado, oferecendo total conforto na movimentação do trabalhador. Em beirais de fachadas costuma-se também utilizar o trilho inox Gulin por ser a linha de segurança horizontal de menor dimensão (40 x 40mm), não interferir na estética da fachada e dispensar manutenção por ser inoxidável.  

 

                          Fig. 1

 

A altura (H) da montagem da linha depende das características do local e do tipo de serviço a ser executado; havendo risco de queda é necessário usar ancoragem dorsal ou frontal. A fig.1 mostra a perfeita e segura movimentação do trabalhador, com a utilização do trava-queda  R-2 com 2,50 m de fita retrátil e peso de apenas  0,8 kg. 

 

 

 

 

 

 

 

Não havendo risco de queda, ou seja, quando o objetivo desejado é somente limitar a movimentação a um corredor com largura “L”, a altura H pode ser de cerca de 1 m e a ligação entre o trole TR-4 e o cinturão pára-quedista (talabarte) pode ser facilmente feita com corrente de aço com elos de, no mínimo, 6 mm de diâmetro, com o menor comprimento possível e conectado às argolas da cintura (fig.2).

 

 

 

Fig. 2

 

 

 

2) TRILHO “T”: beirais industriais e suas áreas internas (por exemplo: pontes-rolantes) podem ser equipados com linha de vida constituída de trilho “T” de 2” x 2” x 1/4” instalado, no mínimo, a 150 cm do piso e o trole TR-5.

 

Nota: o trilho “T” deve ser usado conforme indicações da Fig.1 e Fig.2 e não deve ser usado para movimentação de cadeira suspensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3) TRILHO “I”: para trabalho sobre caminhões e vagões, geralmente, é usado o trilho “I” de 4” x 2 5/8” (é a melhor opção) com o trole TR-1 e trava-queda retrátil R-10 ou R-20. Para maiores detalhes veja o Capítulo 7.

 

 

 

                                              

 

        

 

 

 

 

 

O trilho “I” de 4” x 2 5/8”, também, é usado para serviços em telhados com o trole TR-2 e trava-queda retrátil R-10 ou R-20 (veja Capítulo 11).

 

                         

   

   

 

 

 Nota: para boa mobilidade dos troles é necessário utilizar produto com precisão de medidas e com superfícies de rolamento bastante lisas.

 

 

 

 

4) CABO DE AÇO: para trabalho sobre caminhões existem instalações com cabo de aço de 3/8” de diâmetro e trole TR-3.

 

     

                    

 

Esta alternativa oferece uma instalação rápida, leve e econômica, porém, não é uma boa solução. Está sendo cada vez menos utilizada, pelos seguintes motivos:

- O trole, pelo efeito da gravidade, tende a deslizar para o centro da catenária, aumentando o esforço do trabalhador para movimentação contrária. Para atenuar este grave inconveniente durante o trabalho, costuma-se diminuir a folga do cabo de aço (flecha) na linha catenária, porém, tal solução acarreta altíssimas cargas instantâneas nos pontos de ancoragem do cabo, em caso de queda: os pontos de fixação do cabo de aço nas paredes de alvenaria ou tesouras, com certeza não foram projetados para resistirem a cargas instantâneas várias vezes superior a 600 kg.  

 

 

 

B – LINHA DE VIDA MÓVEL

 

A EQUIPAMENTOS GULIN desenvolveu e patenteou uma linha móvel de segurança para movimentação em beirais, estruturas em construção, rampas, telhados, pontes ferroviárias e estaleiros, denominada LINHA DE VIDA GULIN.

Este sistema é caracterizado por possibilitar, sem uso de ferramentas, rápida e fácil montagem e desmontagem, em apenas 10 minutos, para utilização em outros locais.

 

 

                      

 

 

 

 

 

Usa especial corda de nylon, fabricação Gulin, tensionada facilmente pelo ESTICADOR GULIN de aço rápida e contínua e cinturão pára-quedista Gulin-102. Os suportes de ancoragem são fixados por simples aperto de borboletas, sem uso de ferramentas. Sistema de segurança com perfeito desempenho dinâmico e estático, comprovado por laudo do Laboratório Falcão Bauer.

 

 

 

 

 

 

 

Características dos componentes:

 

-    ESPECIAL CORDA DE SEGURANÇA: fabricada exclusivamente para uso na polia de tração do ESTICADOR GULIN, identificada pelas fitas amarela e preta numa das três pernas de puro nylon, média elongação, carga de ruptura de 3900 kg, trançagem das pernas com baixa torção, 16 mm de diâmetro, peso 170 g/m, comprimento máximo de 30 m, fornecida com um olhal com sapatilha de aço galvanizado.  

-   CINTURÃO DE SEGURANÇA: o prático sistema foi desenvolvido para uso com o Cinturão Pára-quedista Gulin-102 e a perfeita mobilidade, sem desgaste da corda é assegurada com uso de ligação frontal ou dorsal por meio de dois mosquetões Gulin M-1 e seis elos de corrente de aço com diâmetro de ¼” (CA 11686).

-   ESTICADOR GULIN: Compacto e leve aparelho de ação rápida e contínua, peso: 1,9 kg, possibilita, com simples giro da alavanca, tensionar a corda  de segurança com cerca de 200 kg, valor ideal para bom deslocamento do mosquetão ao longo da corda e servindo de corrimão de segurança de baixa flexibilidade. A força de impacto do sistema, em caso de retenção de queda do trabalhador, é inferior a 600 kg e dispensa o uso de absorvedor de energia. A alavanca serve, também, para soltar a corda.  

 

 

 

 

-SUPORTES DE ANCORAGEM: Em vigas metálicas “I” ou “H” são utilizados os suportes série SM (Fig.3 e 4), fixados por simples aperto de encaixes por meio de porcas de segurança de aço forjado, tipo borboleta, sem uso de ferramentas. Os suportes série SM ficam inclinados 19° externamente à viga, proporcionando movimentação correta junto à corda de segurança que serve de corrimão. Peso unitário: 15 kg.

 

                  Fig.3

 

     

                

                 Fig.4

Em vigas de concreto de qualquer forma de seção são usados os suportes série SC (Fig.5 e 6), com cinta de corrente de aço, fixados por simples aperto das porcas de segurança de aço forjado, tipo borboleta, sem uso de ferramentas. Peso unitário: 20 kg.

 

Fig. 5

        

 

                   Fig.6

 

 

 

 

 

 

OUTRAS APLICAÇÕES:

 - FIXAÇÃO ENTRE COLUNAS EXISTENTES: Neste caso, não é necessário o uso dos  suportes SM ou SC. A fixação às colunas deve ser feito por corrente com elos de aço com ¼”de diâmetro,   mantendo-se a altura de 1m. 

 

 

 

 

 

-   TRABALHO EM TELHADOS E RAMPAS COM CORDA: este sistema  temporário de segurança pode ser fácil e rapidamente montado a partir de pontos de ancoragem previamente instalados. A linha principal horizontal 1 é constituída pela especial corda de nylon de 16 mm de diâmetro e o Esticador Gulin. A linha secundária 2 é constituída pela corda de nylon trançada de 12 mm de diâmetro com mosquetão M-1 para deslocamento horizontal ao longo da linha 1. O seguro deslocamento de subida ou descida no telhado ou rampa é feito com o manuseio do trava-queda XN. Para situações que envolvam somente limitação de movimentação o trava-queda pode ser conectado às alças laterais do cinturão pára-quedista Gulin-102.

      Para maiores detalhes consultar Capítulos 3 e 11.

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

-    ESTICAR CABO DE AÇO NA HORIZONTAL: O Esticador Gulin de ação rápida e contínua é o mais simples e leve aparelho disponível no mercado, peso: 1,9 kg, para instalação horizontal de cabo de aço, conforme Fig.7. Proporciona uma pré-tensão de, aproximadamente, 200 kg, possibilitando fácil tensionamento final da linha pelo esticador de cabo de aço convencional. Após o tensionamento final, o Esticador Gulin pode ser facilmente retirado do sistema. 

      Para pontos de ancoragem podem ser usados os parafusos-olhais PO-1, em aço forjado galvanizado a fogo (Fig.8).

 

               

 

 

 

 

                                                         Fig.7                                                                                                                                                                                                                                                                          

                                 

                                                                    Fig.8