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O objetivo deste estudo é apenas apresentar os procedimentos de segurança a serem observados na realização de trabalhos em telhados, levando em conta as exigências do Ministério do trabalho, para evitar quedas de nível causadas basicamente pelos seguintes motivos:
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rompimento de telhas
por baixa resistência mecânica;
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tábuas mal
posicionadas;
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escorregamento em
telhados úmidos, molhados ou com acentuada inclinação;
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mal súbito do
funcionário ou intoxicação decorrente de gases, vapores ou poeiras no telhado;
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calçados inadequados
e ou impregnados de óleo ou graxa;
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inadequado içamento
de telhas e transporte sobre o telhado;
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locomoção sobre
coroamento dos prédios;
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escadas de acesso ao
telhado sem a devida proteção;
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ofuscamento por
reflexo do sol;
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falta de sinalização
e isolamento no piso inferior.
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Planejamento do trabalho: Todo serviço realizado sobre telhado exige um
rigoroso planejamento, devendo necessariamente ser verificado os
seguintes itens:
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Necessidade de montagem de passarelas, escadas
(figura 1), guarda-corpos (figura 2) ou estruturas sobre o telhado para facilitar
manutenção de telhas, calhas, clarabóias, chaminés, lanternins, etc.
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Definição dos locais para instalação
de cabo-guia de aço para possibilitar uso do cinturão de segurança conforme
exigência do Ministério do Trabalho; Controle médico e qualificação técnica dos trabalhadores para serviços nessa área de alta periculosidade; Condições climáticas satisfatórias para liberar trabalho em telhado, visto que é proibido com chuva ou vento; programar desligamento de forno ou outro equipamento do qual haja emanação de gases e estão sob o telhado em obras; Orientar os trabalhadores e proibir qualquer tipo de carga concentrada sobre as telhas, visto que é o motivo principal de graves acidentes. |
Fig.2 |
Durante o trabalho:
Para a execução do trabalho em telhados é importante considerar alguns aspectos:
A) Proibir carga concentrada - As telhas de fibrocimento, alumínio ou barro não foram projetadas para suportar cargas concentradas. Seus fabricantes advertem para não pisar ou caminhar diretamente sobre elas. Considerando que a maior parte dos acidentes em telhados ocorrem por rompimento mecânico de seus componentes, motivados por concentração excessiva de pessoas ou materiais num mesmo ponto, recomendamos:
·
Nunca pisar, apoiar passarelas metálicas ou tábuas sobre telhas
translúcidas flexíveis. Elas não foram projetadas para suportar pesos;
· Nunca permitir concentrar mais de uma pessoa num mesmo ponto do telhado ou mesma telha;
·
O beiral do telhado
não suporta peso de pessoas ou cargas;
· Todo material usado deve ser imediatamente removido após conclusão do serviço;
B) EPIs - Todo funcionário que executar serviço em telhado deve usar os seguintes equipamentos:
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C) Içamento de telhas -
As telhas devem ser suspensas uma a uma, amarradas como mostra a figura 3.
Note-se o nó acima do centro de gravidade da carga que evitará seu
tombamento. |
Fig.3 |
D) Escadas de acesso aos telhados - Devem ser equipadas com linhas de segurança para uso de trava-quedas.
Nas
escadas é possível fazer instalação permanente de cabo de aço galvanizado ou
inox (Fig.4).
Veja maiores detalhes no Capítulo 3.
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Fig.4
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E) PASSARELAS PARA TELHADO:
(Uso indicado
pela norma NR 18.18.1 do Ministério do Trabalho) Única forma de andar com segurança em telhado do tipo plano inclinado
(uma água, duas águas ou shed). Em telhados abaulados (em arco) só pode ser
usada no sentido transversal das telhas. Indicada para telhas de
fibrocimento, alumínio, cerâmica ou vidro. Fabricada em
duralumínio antiderrapante, substitui com segurança e durabilidade as
perigosas tábuas. Colocada sobre telhas onduladas de fibrocimento, apoia-se
perfeitamente sobre três ondas. Possibilita melhor distribuição da carga do
que as tábuas que só se apoiam sobre duas ondas e ficam instáveis quando
pisadas nas bordas. Cada unidade tem comprimento de 250 cm, largura de 42 cm,
peso de 13 kg (sem degraus) ou 15 kg (com degraus). A escada de telhado Gulin
é colocada diretamente sobre as telhas e unida, sem auxilio de ferramentas,
por ferrolhos com trava de segurança. Pode, também, ser usada no sentido
transversal das telhas (montada sempre próxima às terças). Em locais com
inclinação superior a 25 graus é necessário ter degraus. Com ela,
movimenta-se até a 50 graus de inclinação.
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SISTEMA MÓVEL DE TRABALHO
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Este sistema de segurança pode ser fácil e rapidamente montado a partir de pontos de ancoragem previamente instalados. Na figura abaixo, a linha principal horizontal 1 é constituída pela especial corda de nylon de 16 mm de diâmetro e o Esticador Gulin. A linha secundária 2 é constituída pela corda de nylon trançada de 12 mm de diâmetro com mosquetão M-1 para deslocamento horizontal ao longo da linha 1. O seguro deslocamento
de subida ou descida no telhado ou rampa é feito com o manuseio do
trava-queda XN. |
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Fig.5
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Para pontos de ancoragem podem ser usados os parafusos-olhais PO-1, em aço forjado, galvanizado a fogo. |
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2. SISTEMA PERMANENTE DE TRABALHO
Geralmente, a linha permanente de segurança é constituída de trilho de aço “I” (4” x 2 5/8”), instalada na cumeeira ou cabo de aço galvanizado de 3/8” ou maior.
