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Planejamento do Trabalho
Todo serviço realizado
em fachada exige um planejamento dos seguintes itens:
- Tipo de fachada, estado dos componentes e
resistência dos beirais.
- Definição da movimentação nos beirais visando
deslocamento racional, distante de rede elétrica e garantindo-se
resistência mecânica de todos os pontos de ancoragem de no mínimo 1500
kg.
- Controle médico e qualificação técnica dos trabalhadores
para serviço nessa área de alta periculosidade.
- Definição dos materiais e equipamentos
necessários à realização dos trabalhos não se esquecendo que é proibido
usar andaime ou cadeira suspensa por corda. A cadeira suspensa só pode
ser usada após aprovação pelo Ministério do Trabalho ou seja: tem que
ter o número da aprovação (CA) gravado indelevelmente no
equipamento.
- Os andaimes e cadeiras suspensas devem ser
usados em conjunto com o trava-queda.
- Na passagem do telhado ao andaime ou cadeira ou
durante a movimentação pelos beirais deve ser usado cinto de segurança
tipo pára-quedista ligado por meio de talabarte a um ponto de
ancoragem.
- Condições climáticas satisfatórias para
liberar trabalho em fachada visto que é proibido com chuva e
vento.
- Deve ser usado capacete de segurança com
jugular e outros EPI de acordo com a tarefa.
- Os cabos de aço devem ser enrolados ou
desenrolados corretamente a fim de não serem estragados facilmente por
deformação permanente ou formação de nó fechado. Jamais usar cabo de aço
com deformação permanente ou com nó fechado. Veja no nosso site o
informativo técnico “Saiba usar cabo de aço”.
- Jamais usar ponto de ancoragem com baixa
resistência mecânica: durante a construção dos edifícios não é costume
deixar pontos de ancoragem definitivos para futura ligação dos cabos de
aço de andaimes, cadeiras e trava-quedas. Alguns anos após a construção
é inevitável a necessidade de limpar, pintar ou restaurar as fachadas e
a não existência dos pontos de ancoragem definitivos, induzem a ancorar
os cabos de aço em pontos improvisados, com grande risco de acidentes
por rompimento, motivado pela baixa resistência mecânica.
Formas de fixação dos cabos de aço e
cordas
INTRODUÇÃO
As normas NBR 14.626, 14.627. 14.628 e 14.751 da ABNT
exigem que os cabos e cordas das cadeiras e trava-quedas sejam fixados
em pontos com resistência de, no mínimo, 1.500 kg.
Normas internacionais determinam que todos os
suportes estabilizados por contrapesos, simples encaixe ou grampos de aperto
possuam ancoragem em ponto resistente (mínimo de 1.500 kg) por meio de
corrente ou cabo de aço.
A) FIXAÇÃO DIRETA (sem uso de
suportes)
Nesse caso, não há distância entre os cabos e a fachada,
sendo possível a movimentação da cadeira, com facilidade, do solo ao
penúltimo andar (Figura 1).
As cordas devem ser protegidas da quina da parede por meio
de material flexível, tipo borracha.
Os cabos de aço não devem ser apoiados nas quinas, mesmo
com proteção, tipo borracha, visto que sofrem deformação permanente e ficam
com a resistência comprometida. Para sua correta fixação é necessário usar
corrente ou outro cabo de aço (com diâmetro maior) ligados por meio de
mosquetão ou manilhas.
B) FIXAÇÃO INDIRETA (com uso de
suportes)
Utilizando-se suportes que deixam os cabos distanciados
cerca de 30 cm da fachada, é possível movimentar-se com facilidade do
solo ao último andar (Figuras 2 e 3).
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Figura 1
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Figura 2
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Figura 3
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Abaixo,
apresentamos os principais tipos de suportes e suas características:
Suporte
tipo "TRIPÉ GULIN MODELO T-2"
Pode ser usado por todos os modelos de cadeiras suspensas e guinchos
manuais Gulin. Possibilita movimentação simples da cadeira pelo guincho
acionado pelo vigia ou dupla movimentação (vigia com o guincho e/ou o
trabalhador acionando a cadeira).
Produzido
em tubos de aço, acabamento antiferruginoso.
A
estabilidade do tripé é garantida por uma base constituída de 12 contrapesos
de 25 kg, facilmente interligados por dois parafusos. Todas as partes podem
ser transportadas e montadas por um único homem. A altura do suporte
junto ao beiral (1,35 m) torna prático e seguro o acesso à cadeira (Figura
4). A estabilidade do conjunto é calculada de forma análoga à figura 5.
Figura 4
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- Trabalho em fachadas com
Trilho Inox Gulin:
Considerando a constante necessidade de trabalho em
certas fachadas, principalmente para limpeza de vidros, pode ser muito
prático e econômico a instalação definitiva de linha horizontal de
segurança constituída do Trilho Inox Gulin. Esta forma de instalação não
prejudica a estética da fachada visto que, o trilho permanente de aço inox
é confundido com o rufo de acabamento do beiral.
Outra vantagem para ser considerada é a drástica redução
no tempo gasto para limpeza, fator fundamental para áreas com grande
circulação de pessoas (ex.: galerias de shopping).
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TR-4
Produzido em inox, movimenta
cadeiras suspensas e trava-quedas no “Trilho Inox Gulin”
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- Trabalho em beirais:
Beirais de fachadas e locais industriais com atmosfera
agressiva, devem ser equipados com linha horizontal de segurança para
perfeita movimentação do trabalhador, sem risco de queda.
Geralmente, nestes locais são utilizados o Trilho
Inox Gulin pelo fato de utilizar o trole TR-4 de menor peso no mercado,
oferecendo total conforto na movimentação do trabalhador. Em beirais de
fachadas costuma-se também utilizar o trilho inox Gulin por ser a linha de
segurança horizontal de menor dimensão (40 x 40mm), não interferir na
estética da fachada e dispensar manutenção por ser inoxidável.
A altura (H) da montagem da linha depende das
características do local e do tipo de serviço a ser executado; havendo
risco de queda é necessário usar ancoragem dorsal ou frontal. A figura ao
lado mostra a perfeita e segura movimentação do trabalhador, com a
utilização do trava-queda R-2 com 2,50 m de fita retrátil e peso de
apenas 0,8 kg.
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Sugestões de suportes não comercializados pela Equipamentos Gulin:
Suporte tipo
"ESPAÇADOR"
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Normalmente
produzido em aço tubular quadrado (40 x 40 mm) com 2 mm de espessura. Pode
ser facilmente manuseado por uma única pessoa. É ajustado junto a quina da
fachada por meio de duas correntes de aço, com elos de, no mínimo, 6 mm de
diâmetro. Possui duas barras horizontais que atuam como degraus de uma
escada, para facilitar o acesso à cadeira (Figura 2). Peso: 7 Kg.
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Suporte tipo "VIGA COM CONTRAPESOS"
A viga de aço, geralmente, tem a forma de perfil
"U" (4"x 1 5/8"), pesando 8 kg/m, composta de duas partes
com 3 m de comprimento (Figura 5). A estabilidade da viga é garantida por uma
quantidade de contrapesos de 25 kg, determinada pela formula:

sendo:
N = quantidade de contrapesos
A = distância do ponto de apoio ao cabo (cm)
B = distância do ponto de apoio ao centro dos contrapesos
(cm)

Figura
5
Os
contrapesos de 25 kg são de aço, seção quadrada ( 4” x 4”), comprimento de
12”.
Suporte tipo "VIGA COM RODAS E CONTRAPESOS"
A
viga, geralmente, é constituída por dois tubos de aço, comprimento de 3 m,
seção retangular. As rodas devem ter trava de bloqueio e a estabilidade do
conjunto é calculada de forma análoga ao caso anterior (Figura 6).
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Figura
6
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Suporte tipo GANCHO "J"
Apoiado necessariamente em beirais de concreto armado
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Figura 7
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Suporte tipo "GRAMPO DE APERTO"
Apoiado necessariamente em beirais de concreto armado
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Figura 8
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