USO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DO CABO DE AÇO

 

USO:

1. Os cabos de aço utilizados nas cadeiras suspensas, guinchos e trava-quedas, são de construção 6x19, galvanizados. São 6 pernas com 19 arames cada, torcidas em torno de uma alma que pode ser de fibra ou aço (fig.1).  

 

 2.  Medição do diâmetro: o diâmetro do cabo de aço é aquele da sua circunferência máxima (fig.2)

 

3. Manuseio do cabo de aço: o cabo de aço deve ser enrolado e desenrolado corretamente (fig.4), a fim de não ser estragado facilmente por deformações permanentes e formação de nós fechados (fig.3). Se o cabo for manuseado de forma errada (fig.5), ou seja, enrolado ou desenrolado sem girar o rolo ou o carretel, o cabo ficará torcido e formará laço. Com o laço fechado (fig.3, posição 2), o cabo já estará estragado e precisará ser substituído ou cortado no local.  

 

Importante: mesmo que um nó esteja aparentemente endireitado, o cabo nunca pode render serviço máximo, conforme a capacidade garantida. O uso de um cabo com este defeito torna-se perigoso, podendo causar graves acidentes. 

 

 

Fig. 1  

 

Fig. 2   

   

Fig. 3

 

 

                                          Fig. 4                                                                               Fig. 5 

 

 

 

 

4. Superlaço: os cabos de aço utilizados em nossos produtos, são fornecidos com olhal tipo superlaço, de máxima segurança, inviolável por lacre prensado industrialmente e com sapatilha protetora. A construção deste superlaço é detalhado na fig.6.  

 

Importante: mesmo sem o lacre e a sapatilha protetora, o olhal já suporta uma carga superior à carga de trabalho do cabo (fig.6, posição 5).  

 

                                                                                   Fig. 6 

 

INSPEÇÃO:

Antes de cada uso, o cabo de aço deve ser inteiramente inspecionado quanto aos seguintes problemas:

1. Formação de nó fechado, em decorrência de manuseio incorreto.

2. Número de arames rompidos:  

3.  Corrosão:  quando se verificar a incidência de corrosão na galvanização. 

Importante:

a) Havendo problemas em todo o cabo, ele deve ser aposentado. Havendo problemas localizados, ele pode  ser cortado e usado.

b) Ao se observar um cabo de aço, se for encontrado algum outro defeito considerado grave, o cabo deve ser substituído, mesmo que o número admissível de arames rompidos não tenha atingido o limite encontrado na tabela, ou até mesmo sem ter nenhum arame rompido.

 

A inspeção visual de um cabo se sobrepõe a qualquer norma ou método de substituição dos mesmos.

 

MANUTENÇÃO:

1. Mantê-lo: afastado de produtos químicos nocivos (ácidos), abrasivos e cantos afiados.

2. Armazená-lo: em local seco, por meio de carretel, para fácil manuseio, sem torção estrutural.

3. Olhal com grampos:  os cabos de aço poderão ter olhal confeccionado com grampos de aço galvanizado (fig.7), conforme tabela abaixo: 

  • Para cabo de aço com diâmetro de 4,8 mm, usa-se 3 grampos 3/16” com espaçamento entre si de 29 mm.
  •  

Para cabo de aço com diâmetro de 8 mm, usa-se 3 grampos 5/16” com espaçamento entre  

si de 48 mm.

Importante: os grampos devem  ser montados de maneira correta (fig. 7-c) e reapertados após o início de uso do cabo de aço. 

A          B         C  

Fig. 7 

 

4. Os cabos de aço da cadeira suspensa CS-3 e do trava-queda XA não podem ser lubrificados, para evitar escorregamento dos aparelhos.

 

USO, INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DAS CORDAS DE SEGURANÇA

USO:

As cordas utilizadas para sustentação da cadeira suspensa ou como cabo-guia para fixação do trava-queda e cinturão de segurança tipo pára-quedista ou, ainda, como elemento de ligação deste ao cabo-guia, deverão obedecer as seguintes especificações do Ministério do Trabalho e Emprego:

a) Deve ser constituído de trançado triplo e alma central.

b) Trançado externo em multifilamento de poliamida.

c) Trançado intermediário e o alerta visual de cor amarela em   multifilamento de polipropileno ou poliamida na cor amarela com o mínimo de 50% de identificação, não podendo ultrapassar 10% da densidade linear.

d) Trançado interno em multifilamento de poliamida.

e) Alma central torcida em multifilamento de poliamida.

f) Construção dos trançados em máquina com 16, 24, 32 ou 36 fusos.

g) Número de referência: 12 (diâmetro nominal em mm).

h) Densidade linear 95 + 5 KTEX (igual a 95 + 5 g/m).

i) Carga de ruptura mínima 20 kN.

j) Carga de ruptura mínima de segurança sem o trançado externo 15 kN.

Importante: uso de corda diferente da acima especificada é de inteira responsabilidade do usuário, podendo provocar graves acidentes.

 

INSPEÇÃO:

Antes de cada uso, a corda deve ser inteiramente inspecionada.

Inspeção externa: a capa da corda deve estar perfeita, diâmetro constante, sem cortes, fios partidos, partes queimadas, sem desgastes significativos por abrasão e sem suspeita de contaminação por produto químico nocivo à sua estrutura.

Inspeção interna: palpando-a em todo o comprimento, a corda não deve apresentar caroço, inconsistência à dobra, emagrecimento da alma (parte interna), movimentação ou folga entre capa e alma.

Importante: havendo problemas em toda a corda, ela deve ser aposentada. Havendo problemas localizados, ela pode ser cortada e usada.

 

MANUTENÇÃO:

A corda de segurança deve ser usada por um único trabalhador que é responsável pelos seguintes cuidados:

1. Mantê-la: limpa, afastada de produtos químicos nocivos (ácidos), cantos afiados e piso das obras.

Jamais pisá-la com sapatos sujos: partículas de areia, terra e pó penetram nas fibras e causam grande desgaste dos fios durante o uso.

Recomenda-se armazenar a corda em carretel para fácil manuseio, sem torção estrutural.

2. Armazená-la: em local seco, à sombra, sem contato com piso de cimento, fontes de calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes.

3. Lavá-la: com sabão neutro, água com temperatura de até 30° e escova com cerdas macias (plásticas). Nunca use detergente. Deixar secar ao ar livre, longe da luz solar.

4. Aposentá-la: nossas cordas são fabricadas em poliamida, produto que envelhece naturalmente em contato com o ar, mesmo sem serem usadas.

Teoricamente, a vida útil da corda não pode ser preestabelecida, dependendo muito da freqüência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e luz solar.

Praticamente, para as cordas de poliamida, adota-se uma vida útil de, no máximo, quatro anos após sua fabricação. Em situações bastante severas de trabalho, costuma-se aposentá-la após um ano de uso.