Logotipo Gulin

  • 10
  • TRABALHO EM ÁREAS DE CARGA

INTRODUÇÃO:

Nos trabalhos de carga, descarga e enlonamento em caminhões e vagões, os acidentes de quedas com diferença de nível são causados basicamente pelos seguintes motivos:
 

- movimentação sobre cargas e pisos irregulares.
 
- movimentação sobre superfícies impregnadas de óleos e graxas.
 
- calçados e luvas inadequados e/ou impregnados de óleos e graxas.
 
- acesso difícil e perigoso ao topo da carga.
 
- movimentação súbita do caminhão ou vagão.
 
- mal súbito do trabalhador.
 

Na área de carga sobre caminhões, para proteção contra queda dos trabalhadores o uso de travaquedas retráteis modelos R-10 e R-20, é a melhor e mais usada solução.
 

Fig.1
Fig.2
O espaço sobre caminhões é usado para instalação de cabos de aço (Fig.1) ou trilhos de aço (Fig.2), por onde os trabalhadores deslocam-se com segurança equipados de cinturões de segurança ligados a travaquedas retráteis. Os travaquedas movimentam-se por meio de troles nos cabos de aço (Fig.3) ou trilhos de aço (Fig.4).
Fig.3
Fig.4
A movimentação das cargas entre caminhões e depósitos é feita por empilhadeiras motorizadas que acessam as laterais dos caminhões.
 

NOVA PROPOSTA DE TRABALHO EM ÁREA DE CARGA:

Visando oferecer uma alternativa de movimentação de carga sem a utilização das empilhadeiras motorizadas, desenvolvemos e patenteamos o sistema de trabalho denominado “MONOVIA TOTALFLEX GULIN”, que possibilita integrar numa única linha horizontal suspensa a proteção do trabalhador e a fácil movimentação de carga sem necessidade de motores.
 

MONOVIA TOTALFLEX GULIN

O novo sistema de trabalho é constituído das seguintes partes:

1.

Trilho reto em aço inox AISI-304, extrudado, com laterais de 60 mm e base de 40 mm, espessura de 3 mm, comprimento de 3 metros, peso de 3,8 kg/m, com grande precisão de medidas e excelente acabamento, possibilitando perfeito acoplamento das partes e total mobilidade dos troles.

2.

Trilho curvo em aço inox AISI-304, extrudado, com raio externo de 50 cm. Pode ser fornecido com outras curvaturas. Demais características iguais ao do trilho reto.

3.

Trole em aço inox, modelo patenteado “TR-5”, com perfeita mobilidade por meio de 4 rolamentos blindados bidirecionados.

4.

Barra estabilizadora biarticulada entre dois troles “TR-5”, possibilita perfeita e estável movimentação das cargas, mesmo nas curvas.

5.

Travaqueda retrátil R-10 ou R-20.

VANTAGENS DO NOVO SISTEMA DE TRABALHO:

1.

Perfeita movimentação do homem e da carga na reta e na curva. O trabalhador desloca uma carga com uma força horizontal de apenas 2% de seu peso. Por exemplo: uma carga de 300 kg é empurrada com uma força horizontal de apenas 6 kg. Durante o deslocamento horizontal, o trabalhador nem percebe a presença do travaqueda retrátil ligado nas suas costas.

2.

Movimentação suspensa da carga elimina dificuldade de movimentação por rodas sobre irregularidades do piso: desnível entre pisos da carroceria do caminhão e armazém, degraus, rampas, etc.

3.

Facilidade de montar a monovia: só é necessário usar parafusos na base ou laterais dos trilhos.

OUTRAS SOLUÇÕES PARA TRABALHO EM ÁREAS DE CARGA:

A.

Utilização de cabo de aço suspenso:

Fig. 1a
Fig. 3a
Usa-se cabo de aço com 3/8” de diâmetro, com trole TR-3 e travaqueda R-10 ou R-20. Essa alternativa oferece uma instalação rápida, leve e econômica, porém, tecnicamente, não é uma boa solução e está sendo cada vez menos usada, pelos seguintes motivos:
 
- O trole, pelo efeito da gravidade, tende a deslizar para o centro da catenária (parte mais baixa do cabo de aço) aumentando o esforço do trabalhador para movimentação contrária. Para atenuar este grave inconveniente durante o trabalho, costuma-se diminuir a folga do cabo de aço (flexa) na linha catenária, porém, tal solução acarreta altíssimas cargas instantâneas nos pontos de ancoragem do cabo, em caso de queda: os pontos de fixação do cabo de aço nas extremidades das estruturas, paredes de alvenaria ou tesouras, com certeza não foram projetados para resistirem a cargas instantâneas que chegam a ultrapassar 2000 kg.

B.

Utilização de trilho de aço:

Fig. 5
Fig. 6
Nesta alternativa, geralmente, usa-se viga de aço laminado formato “I” de 4” x 2 5/8” – a 3ª alma, com o travaqueda R-10 (ou R-20) e o trole TR-1. Temos uma boa mobilidade dos travaquedas nos trechos retos, porém, a movimentação nas curvas fica prejudicada pela rugosidade da superfície provocada pela confecção da curva pelo processo de calandragem.
 
Fig. 4a

REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO DA LINHA HORIZONTAL:

1)

Posicionamento: Deve coincidir com o eixo central longitudinal do caminhão, carreta, vagão ou aeronave (Fig. 5).
 

2)

Comprimento da linha horizontal: Deve ser suficiente para que, em eventuais movimentações do trabalhador além da sua extremidade (L), não seja superior a um terço da altura (H) (Fig. 6).
 

3)

Altura da instalação:A linha horizontal deve ser instalada a uma altura que garanta, em qualquer situação de trabalho, uma distância de, no mínimo, 70 cm da cabeça do trabalhador. Caso não haja a distância de 70 cm, deve-se adotar duas linhas paralelas, conforme Fig. 7, obedecendo o item 2.

Fig. 7

4)

Peso do trabalhador: deve ser de, no máximo, 100 kg, conforme NBR 14628 e 15836 da ABNT.

5)

Considerando a necessidade de proteção ao trabalhador no deslocamento desde o solo até o topo da carga (operação de enlonamento), as normas internacionais recomendam usar travaqueda retrátil com cabo de comprimento de, no mínimo, 7 metros.

CUIDADOS EXTRAS PARA LINHA HORIZONTAL:

1)

A linha horizontal deve ser projetada para nunca haver contato dos travaquedas com pontos fixos da estrutura ou cabeça do trabalhador.

2)

A eventual colisão dos travaquedas com pontos da estrutura amassa sua carcaça e impede a rotação do carretel interno e o bom funcionamento do aparelho.

3)

Nos casos de utilização de dois ou mais aparelhos em linha horizontal, deve-se analisar os eventuais problemas de choque entre os aparelhos em uma mesma linha ou entre linhas paralelas, a fim de não amassar as carcaças.

TRABALHO EM TERMINAL FERROVIÁRIO DE ABASTECIMENTO:

Considerando que, em um terminal de várias linhas, as operações de abastecimento são localizadas em uma mesma linha transversal aos vagões-tanques, costuma-se utilizar uma única linha horizontal de trilho (viga "I"), conforme Fig. 8.
Fig .8
 
Para maiores detalhes consultar Capítulo 4 de PRODUTOS ou assista o Vídeo nº 10.